25/11/2009
23/11/2009
Inhá Bia... mestra da tradição!
Maria Rita Flor, Dona Bia Flor ou Inhá Bia, nasceu no dia 31 de outubro de 1901, no pequeno vilarejo do atual município de Bombinhas. Filha de Rita Maria Flor e João Manoel Flor, casou-se aos 18 anos com João Laurentino Pinheiro, e tiveram seis filhos: Araci, Atanázio, Leonor, Abelardo, Dulce e Maria Conceição. Sua fé era manifestada através do trabalho na comunidade e como “capela” da antiga Capelinha da Imaculada Conceição. Muito sábia, rezava em latim e sanou aflições de muitos com seus benzimentos. Na Revolta de 30, saía de casa com os filhos, para se abrigar nas grutas dos morros, se protegendo dos ataques. Mulher forte, assistia a partida de seu esposo à Porto Belo para participar da guarda de praia e ajudar no combate na II Guerra Mundial. Seu João faleceu em 1969.
Trabalhava duro na roça, a noite fiava o algodão para tecer as roupas da familia e participou de grandes “lanços” de tainha, sardinha e anchova, pegando os peixes de balaio, período de grande fartura. Superou a epidemia da febre espanhola, com seus “benzimentos” e chás caseiros, salvando muitas vidas neste período.
Da sabedoria de Inhá Bia , herdaram suas netas, as filhas de Atanázio, que carregam na tradição a cantoria de Reis, tão apreciada por Dona Bia Flor, que na época do Natal preparava a casa, fazendo licor e consertada para receber o Terno-de-Reis, acompanhando-os nas visitas de outras moradas e atravessavam noites com a cantoria.
Apreciadora da literatura; cantava, versava e contava histórias para quem estava a ouvir. Por este motivo, foi morar em um Engenho de farinha da família, e cedeu sua casa para funcionar uma escola..Dona Bia Flor, foi mãe de uma grande família bombinense: dos seus 6 filhos, vieram 48 netos, 105 bisnetos e 40 tataranetos, chegou a conhecer 47 netos, 94 bisnetos e 27 tataranetos.
Uma fratura em uma das pernas, resultado de uma queda, lhe tirou os movimentos e impossibilitou Inhá Bia de caminhar por alguns anos. Faleceu no dia 27 de junho de 2002 perto de completar 101 anos de idade. Em (?) foi concedido seu nome para a Escola Estadual de Bombas em homenagem a Mestra da sabedoria popular passando a se chamar EEB Maria Rita Flor.
Fernanda Nadir da Silva ( Griô Aprendiz) filha de José Amândio da Silva Neto, bisneta de Bia Flor; Ana Caroline Souto Conceição (15 anos) aluna do Emiep- Projeto Ação Nacional Griô; Beatriz Pereira (15 anos) aluna do Emiep- Projeto Ação Nacional Griô; Proponente: Instituto Boimamão e EEBMaria Rita Flor/Bombinhas-SC
Trabalhava duro na roça, a noite fiava o algodão para tecer as roupas da familia e participou de grandes “lanços” de tainha, sardinha e anchova, pegando os peixes de balaio, período de grande fartura. Superou a epidemia da febre espanhola, com seus “benzimentos” e chás caseiros, salvando muitas vidas neste período.
Da sabedoria de Inhá Bia , herdaram suas netas, as filhas de Atanázio, que carregam na tradição a cantoria de Reis, tão apreciada por Dona Bia Flor, que na época do Natal preparava a casa, fazendo licor e consertada para receber o Terno-de-Reis, acompanhando-os nas visitas de outras moradas e atravessavam noites com a cantoria.
Apreciadora da literatura; cantava, versava e contava histórias para quem estava a ouvir. Por este motivo, foi morar em um Engenho de farinha da família, e cedeu sua casa para funcionar uma escola..Dona Bia Flor, foi mãe de uma grande família bombinense: dos seus 6 filhos, vieram 48 netos, 105 bisnetos e 40 tataranetos, chegou a conhecer 47 netos, 94 bisnetos e 27 tataranetos.
Uma fratura em uma das pernas, resultado de uma queda, lhe tirou os movimentos e impossibilitou Inhá Bia de caminhar por alguns anos. Faleceu no dia 27 de junho de 2002 perto de completar 101 anos de idade. Em (?) foi concedido seu nome para a Escola Estadual de Bombas em homenagem a Mestra da sabedoria popular passando a se chamar EEB Maria Rita Flor.
Fernanda Nadir da Silva ( Griô Aprendiz) filha de José Amândio da Silva Neto, bisneta de Bia Flor; Ana Caroline Souto Conceição (15 anos) aluna do Emiep- Projeto Ação Nacional Griô; Beatriz Pereira (15 anos) aluna do Emiep- Projeto Ação Nacional Griô; Proponente: Instituto Boimamão e EEBMaria Rita Flor/Bombinhas-SC
Seu Lauro... Capitão de Canto Grande!
Lauro José da Silva de 83 anos, nascido no dia 12 de abril de 1926 descendente de Português cujo pai se chamava Silvério Manoel da Silva Alcantara e sua mãe Ana Tomasia de Jesus, é casado a 63 anos com Odete Adelaide da Silva de 82 anos, nascida no dia 23 de setembro de 1927 e juntos tiveram 9 filhos.
Nascido e criado em Canto Grande, seu Lauro estudou somente o 1° e o 2° ano do primário e teve que sair da escola porque sua mãe ficou viúva , então ele teve que trabalhar para ajudar no sustento da casa.
Desde pequeno trabalhava como pescador, ia para a Ilha do Macuco pescar e lá mesmo escalava o peixe e deixava secar ao sol, após isso voltava a Canto Grande para vender o peixe e, assim colaborava com o sustento de sua mãe e irmãos: “...fui pescador desde Rio Grande em 1947, até Macaí no Cabo São Tomé. (...)naquele tempo não existia barco que nem os de hoje.”
Ele contou, que já naufragou próxima a Ilha do Arvoredo e ficou só com a roupa do corpo. Já teve em Canto Grande um Engenho de farinha de Mandioca, fazia tipiti e balaios de cipó ...
Seu Lauro recebeu o apelido de capitão de Canto Grande pelo fato que quando ele tinha 19 anos, por ordem do ministro da guerra, onde foi dada a ordem á todos os municípios onde não havia quartel, todo mundo tinha que servir na praia de porrete ou pedaço de madeira na mão e por ele ser o menor a fazer a ronda na praia foi lhe dado este apelido.
Ele nos contou também uma história muito engraçada: quando ele ia buscar remédios na “Botica” do Seu Gualberto ( a farmácia de antigamente em Porto Belo) ele tinha que ir a pé: ...pois cavalo e negro não se criava por aqui.(...)onde tinha uma embarcação com uma pessoa negra a tintureira( um peixe grande) tirava o homem negro pela sombra”.
Seguiu contando que, alguns anos atrás, uma parteira trouxe para Canto Grande um negrinho de Tijucas, e o negrinho era muito querido; seu nome era Celi, aí um belo dia quando tinha 12 anos foi a Blumenau e nunca mais voltou!
Assim, o Capitão de Canto Grande, apesar de ter pouco estudo, trabalhou desde cedo e possuiu grande sabedoria e anseio em aprender mais. Exemplo disso, é que quando pequeno ele pegava papéis velhos e rasgados do chão para poder ler; ele guarda uma bíblia e dois dicionários e fala com orgulho “...eu tenho até um dicionário daquele pequeno e antigo, mais tenho”!
Agradecemos a esse mestre tão especial, que nos acolheu com muito carinho e compartilhou conosco a vossa sabedoria!
Entrevista realizada pelas alunas: Inaíta da Costa Vieira (15 anos), Juliana Maura de Melo (15 anos), Luana Goulart (15 anos) e Gabriela Almada Pereira (15) anos.
Emiep 01 - E.E..B Maria Rita Flor - Bombas - Bombinhas/SC
Nascido e criado em Canto Grande, seu Lauro estudou somente o 1° e o 2° ano do primário e teve que sair da escola porque sua mãe ficou viúva , então ele teve que trabalhar para ajudar no sustento da casa.
Desde pequeno trabalhava como pescador, ia para a Ilha do Macuco pescar e lá mesmo escalava o peixe e deixava secar ao sol, após isso voltava a Canto Grande para vender o peixe e, assim colaborava com o sustento de sua mãe e irmãos: “...fui pescador desde Rio Grande em 1947, até Macaí no Cabo São Tomé. (...)naquele tempo não existia barco que nem os de hoje.”
Ele contou, que já naufragou próxima a Ilha do Arvoredo e ficou só com a roupa do corpo. Já teve em Canto Grande um Engenho de farinha de Mandioca, fazia tipiti e balaios de cipó ...
Seu Lauro recebeu o apelido de capitão de Canto Grande pelo fato que quando ele tinha 19 anos, por ordem do ministro da guerra, onde foi dada a ordem á todos os municípios onde não havia quartel, todo mundo tinha que servir na praia de porrete ou pedaço de madeira na mão e por ele ser o menor a fazer a ronda na praia foi lhe dado este apelido.
Ele nos contou também uma história muito engraçada: quando ele ia buscar remédios na “Botica” do Seu Gualberto ( a farmácia de antigamente em Porto Belo) ele tinha que ir a pé: ...pois cavalo e negro não se criava por aqui.(...)onde tinha uma embarcação com uma pessoa negra a tintureira( um peixe grande) tirava o homem negro pela sombra”.
Seguiu contando que, alguns anos atrás, uma parteira trouxe para Canto Grande um negrinho de Tijucas, e o negrinho era muito querido; seu nome era Celi, aí um belo dia quando tinha 12 anos foi a Blumenau e nunca mais voltou!
Assim, o Capitão de Canto Grande, apesar de ter pouco estudo, trabalhou desde cedo e possuiu grande sabedoria e anseio em aprender mais. Exemplo disso, é que quando pequeno ele pegava papéis velhos e rasgados do chão para poder ler; ele guarda uma bíblia e dois dicionários e fala com orgulho “...eu tenho até um dicionário daquele pequeno e antigo, mais tenho”!
Agradecemos a esse mestre tão especial, que nos acolheu com muito carinho e compartilhou conosco a vossa sabedoria!
Entrevista realizada pelas alunas: Inaíta da Costa Vieira (15 anos), Juliana Maura de Melo (15 anos), Luana Goulart (15 anos) e Gabriela Almada Pereira (15) anos.
Emiep 01 - E.E..B Maria Rita Flor - Bombas - Bombinhas/SC
14/11/2009
Nossa caminhada ... nossa história sendo registrada!
E continuando nossa caminhada, com nosso livro quase pronto, precisávamos de uma capa.
Entre cirandas e brincadeiras, descobrimos a Xilogravura.
Mas o que é?
Etimologicamente, a palavra xilogravura é composta por xilon, do grego, e por grafó, também do grego. Xilon significa madeira e grafó é gravar ou escrever.
Assim, xilogravura é uma gravura feita com uma matriz de madeira. Simplificando, pode-se dizer que é um processo de impressão com o uso de um carimbo de madeira. É uma técnica simples de gravação utilizada no cordel* nordestino - folhetos com romances e fatos históricos que circulam pelas feiras no nordeste do país, cuja capa, geralmente é feita em xilogravura pelo próprio cordelista (escritor).
Se estamos escrevendo um livro e precisamos de uma capa... grande achado!
Precisávamos simplificar mais ainda e usamos uma bandeijinha de isopor... Fazer foi uma farra e não é que o resultado ficou muito bom!
Ainda não conseguimos postar a cópia aqui... problemas técnicos. Logo estará aqui!
Assinar:
Postagens (Atom)



